terça-feira, 21 de junho de 2011

Produtividade em Equipe : Mitos

Após algum tempo afastado das postagens, estamos de volta e logo de inicio abordamos um tema bem atual em âmbito corporativo: "TRABALHO EM EQUIPE". Leiam abaixo, esta interessante matéria publicada pelo site da UOL :

Professor de psicologia quebra algumas das principais crenças das empresas em relação a trabalhar em grupo

Ninguém duvida de que boa parte das empresas depende do trabalho em equipe. Quando algumas pessoas atuam juntas com o mesmo objetivo, de forma geral, isso permite responder mais rápido às demandas e aos problemas. Mas o professor de psicologia organizacional e social da Harvard University, J. Richard Hackman, defende que nem sempre isso acontece e boa parte das corporações tem uma visão equivocada sobre o assunto.

A seguir, Hackman detalha os cinco principais mitos sobre o trabalho em equipe que podem interferir, de forma negativa, nos resultados.

Mito 1 – A harmonia entre os colaboradores é essencial

O que ocorre é justamente o oposto, mostram pesquisas. Conflitos, quando bem gerenciados e focados em um objetivo comum, podem gerar soluções mais criativas. Os questionamentos são bons para a equipe. Além disso, pesquisas detectaram que as orquestras sinfônicas nas quais nem todos os membros estão em harmonia tendem a tocar um pouco melhor do que a média.

Mito 2 – Novos membros trazem energia e frescor de ideias

Na realidade, as pessoas que já trabalham juntas há algum tempo conseguem entregar melhores resultados do que grupos nos quais existe uma rotatividade maior de pessoas. O professor cita que trata-se de um tema comprovado cientificamente, apesar da crença de que quem está junto há muito tempo tende a ficar acomodado.

Mito 3 – Quanto maior a equipe, melhor

Acredita-se que quanto maior o grupo, mais chances de sucesso, já que aumenta o esforço para conseguir um objetivo comum. No entanto, equipes excessivamente grandes dificultam uma colaboração efetiva entre seus membros, o que acaba com o principal diferencial do trabalho em time. Além disso, fica mais complicado coordenar as atividades conjuntas.

Assim, pequenos times tendem a ser mais eficientes e gerar menos frustrações.

Mito 4 – Reuniões presenciais são coisa do passado

Por mais que as tecnologias tenham facilitado a comunicação entre as pessoas, fazer um trabalho 100% a distância pode não ser tão eficiente. Pessoas trabalhando de forma remota tendem a ficar em desvantagem. Uma série de empresas que trabalham com equipes dispersas já percebeu, segundo o professor de Harvard, que isso aumenta o tempo e os gastos dos projetos, em relação ao modelo tradicional, no qual os profissionais têm um contato face a face.

Mito 5 – Tudo depende do líder

A participação do líder, realmente, faz a diferença no trabalho em equipe. Mas a coisa mais inteligente que um chefe pode conseguir é criar condições para que cada membro de uma equipe consiga gerenciar sozinho suas tarefas e demandas.

Além disso, o papel da liderança é garantir que as coisas ocorrerão como o previsto. Pesquisas indicam que as habilidades do chefe no dia a dia só correspondem a cerca de 10% das variáveis para o sucesso de um trabalho. A maior parte, 60%, está relacionada ao ambiente para elaboração das iniciativas. 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Os 8(Oito) Riscos de Abrir uma Consultoria


Dentre os ramos de negócio da atualidade, um dos que está mais em voga é a consultoria. Esta por sua vez,  surge como opção de emprego para aqueles profissionais que começam a avaliar a possibilidade de montar uma pequena consultoria. Entretanto, esse tipo de negócio, no entanto, representa um risco. Isso porque, na maior parte dos casos, as consultorias de pequeno porte não têm estabelecido uma carteira de clientes, metodologias e processos administrativos. Pior, não apresentam recursos necessários para capacitação. Assim, se cogitar montar um negócio próprio nesse setor, deve considerar os seguintes aspectos:

1. Oferta de serviços - As pequenas consultorias de sucesso precisam oferecer um pequeno número de serviços, mas de muito alta qualidade. Deve-se focar em um determinado setor ou oferta no qual a equipe tem bastante expertise. 

2. Desenvolvimento de negócios - Nenhuma consultoria existe sem clientes. Mas a maioria das empresas de pequeno porte não tem cuidado na hora de analisar o público-alvo. De forma geral, quando um profissional inicia um negócio, os próprios amigos o contratam. Isso até ajuda a dar início à operação, mas não cria uma companhia sustentável. As verdadeiras empresas de sucesso precisam identificar oportunidades de negócio e fechar acordos com clientes que elas ainda não conhecem. Assim, se você odeia ser vendedor ou não consegue imaginar a possibilidade de fazer ligações para estranhos, esqueça o trabalho em uma pequena consultoria.

3.Fique atento às expectativas - Executivos que viram consultores algumas vezes querem oferecer conselhos baseados na sua própria experiência. Mas as consultorias que vão sobreviver a longo prazo devem trabalhar com uma abordagem verdadeiramente consultiva. Ou seja, até podem usar a experiência dos profissionais, contudo, precisam identificar as necessidades reais dos clientes para criar soluções e recomendações baseadas em análises rigorosas. Isso inclui, principalmente, dar atenção aos detalhes.

4. Defesa das idéias - Na maior parte das grandes organizações, os gerentes de nível médio se negam a implementar algumas idéias dos seus superiores. Com base nisso, as consultorias pequenas precisam ficar atentas para não impor suas idéias e, sim, vendê-las. Isso exige uma integração com o cliente e flexibilidade para modificar os objetivos iniciais. O ego não pode prevalecer.

5.Delegar - Pelo fato de uma pequena consultoria trabalhar com uma equipe limitada e, dificilmente, contar com o apoio de consultores menos experientes ou com uma equipe administrativa, delegar pode não ser uma opção viável. Com isso, os consultores precisam ter habilidades com Excel e PowerPoint, bem como devem saber escrever seus próprios relatórios.

6.Status - As pessoas que escolhem trocar um cargo executivo pelo trabalho em uma pequena consultoria perdem o status e os benefícios de uma grande organização. Assim, na maior parte dos casos, esses profissionais precisam aprender a trabalhar sem um assistente, em um escritório menor e com uma rede de computadores nem tão eficiente. Além disso, os jantares com clientes acabaram. Na prática, isso pode gerar um desapontamento para os profissionais, os quais precisam adequar suas atitudes e objetivos a esse novo cenário.

7.Impacto financeiro - Com equipes enxutas, as consultorias menores só conseguem ser rentáveis quando os profissionais estão trabalhando em projetos que vão trazer resultados financeiros. No entanto, essas empresas precisam estar preparadas para enfrentar períodos de poucas demandas e, por consequência, dinheiro limitado para pagar empregados e fornecedores. O que exige estar bem preparado financeiramente.

8.Estratégia de saída - Consultorias menores, muitas vezes, são organizadas com base no estilo de vida dos proprietários. Com isso, se a empresa é administrada por profissionais jovens, pode ser baseada em oportunidades e desafios. Ou, o contrário, se o sócio for mais conservador, pode representar um lugar mais austero. Assim, antes de aceitar o convite para trabalhar em uma pequena consultoria, entenda o perfil de quem dirige o negócio e veja se faz sentido, ou não, com seus objetivos.

Diante dessas dicas, o profissional que no momento analisa montar um escritório de consultoria, ele deverá ponderar tais aspectos como forma de reduzir incertezas quando ao ramo de negócio e com isso, ter sucesso em seu empreendimento.


segunda-feira, 21 de março de 2011

Alternativas para os resíduos industriais

Segundo notícia divulgada em fevereiro pelo IBGE, a indústria paraense cresceu 13,5% em dezembro de 2010. Boa notícia para os índices econômicos, porém, como o setor gera resíduos compatíveis ao número da sua produção, a indústria se volta para desenvolver índices positivos no quesito socioambiental. Por isso, cada vez mais a são adotados processos regenerativos na produção brasileira.

Muitas empresas têm acompanhado a tendência do mercado e reciclado sobras de suas fabricações para atender a uma demanda cada vez maior de consumidores conscientes. De acordo com Deryck Martins, secretário executivo do Conselho Temático de Meio Ambiente, da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará), muitas organizações estão adotando a reciclagem de resíduos sem visar apenas o lucro. 'Alguns fatores como a legislação, o consumo consciente e a busca por uma produção socialmente responsável têm contribuído para a mudança de práticas das empresas', diz.

Seguindo o caminho de países europeus e do Estados Unidos, o Brasil promulgou em agosto do ano passado a Política Nacional de Resíduos Sólidos, registrada sob a Lei nº 12.305. Entre as exigências da legislação, os setores produtivos devem elaborar mecanismos para reaproveitar seus resíduos ou fazer o destino correto de acordo com o tipo de material a ser descartado. O processo de implementação da Política Nacional tem evoluído lentamente. No entanto, segundo Deryck Martins, os benefícios da reciclagem proporcionados para a indústria geram novas receitas, aumentando o ciclo de beneficiamento industrial.

Política Nacional de Resíduos Sólidos - LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010 
 
Fonte : Portal ORM  em 21/03/2011 - 09h04



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