segunda-feira, 14 de março de 2011

Previnindo Riscos de Acidentes com a Teoria da Tripla Vetoração

Que o engenheiro de produção é diferenciado dos demais por possuir conhecimentos nas mais diversas habilitações da engenharia, todos sabemos. Entretanto, um outro engenheiro similar, seria o de segurança no trabalho, que por sua vez pode atuar em qualquer ramo de atividade onde esteja inserido o trabalhador. Diante disso, uma de suas principais ações a prevenção de riscos e para tal, dentro da área de construção civil temos a "Teoria da Tripla Vetoração", a qual é utilizada para otimizar um canteiro de obras, minimizando o fluxo de materiais e mão-de-obra, reduzindo assim os obstáculos de movimentação e desta forma contribuir indiretamente com a prevenção de acidentes de trabalho.

Para aplicá-la, sugiro os seguintes passos:

1º LOCAÇÃO DO PORTÃO PRINCIPAL DA OBRA;
2º APÓS SUA LOCAÇÃO, SURGEM 3(TRÊS) VETORES, CONFORME ABAIXO:
    a- Vetor de Material longitudinal ao portão;
    b- Vetor de alimentação diametralmente oposto ao vetor de materiais;
    c- Vetor Técnico-Administrativo perpendicular ao vetor de materiais.

Ao seguir este passo-a-passo, temos o seguinte layout de obra:


Legendas

1 - Silos de material graúdo : seixo, brita e areia;
2 - Tijolos;
3 - Armação de Ferro/Carpintaria;
4 - Refeitório;
5 - Sala Técnica;
6 - Almoxarifado;
7 - Vestiário/Banheiro.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ergonomia Cognitiva e o Stress Ocupacional

Durante meus estudos e pesquisa para elaboração de meu TCC, aprofundei-me na ergonomia cognitiva e nela pude ter conhecimento sobre um dos males que classifico com agente propagador de riscos ergonomicos de acidentes de trabalho, lhes apresento o Stress Ocupacional, que por sua vez refere-se aos estímulos do ambiente de trabalho que exigem respostas adaptativas por parte do trabalhador e que excedem sua habilidade de enfrentamento (coping).
Tais estímulos são chamados de estressores organizacionais e a caracterização de um fenômeno de estresse depende da percepção do indivíduo em avaliar os eventos como estressores, portanto o cognitivo tem papel importante no processo que ocorre entre os estímulos potencialmente estressores e as respostas do indivíduo a eles, sendo capaz de perceber e avaliar demandas do trabalho como estressoras que excedendo a sua habilidade de enfrentamento causam no sujeito reações negativas a nível psicológico, fisiológico e comportamental. Um trabalhador que relata a existência de excesso de trabalho pode não considerá-lo como prejudicial, mas como positivo e estimulante, devido características situacionais e pessoais que interferem no julgamento do indivíduo.
Segundo os autores Seeger & Van Elderen (1996, p. 212-213), é resultante da percepção entre a discordância das exigências da tarefa e os recursos pessoais para cumprir as referidas exigências. Uma pessoa pode sentir esta discordância como desafio e, em conseqüência, reagir dedicando-se à tarefa; por outro lado, se a discordância for percebida como ameaçadora, então o trabalhador estará exposto a uma situação estressante negativa, que pode conduzi-lo a evitar a tarefa. Os elementos percebidos na situação de trabalho podem agir como estressores e podem conduzir a reações de tensão e estresse, precipitados pela ambigüidade e conflito de funções, incerteza a respeito do futuro no trabalho e outros, em que o sujeito perceba a potencialidade de confronto como insuficiente, então poderão produzir reações de estresse psicológico, físico e de conduta e, desta maneira conduzir eventualmente à doenças e ao absenteísmo.
A Dra.Susan Andrews (2003, p.59-60), pontua que o estresse é a resposta do corpo a qualquer mudança, seja ela boa e considerada excitante, assim como, as situações ruins e trágicas, sendo necessário à vida do ser humano não podendo nem devendo ser eliminado . O sistema nervoso funciona como a corda de um instrumento musical: deve estar suficientemente tensa para produzir um som, mas não tão tensa a ponto de arrebentar; portanto, é primordial um relativo nível de estresse para estímulo do desempenho máximo e utilização plena do potencial.
O eustress, em inglês, ou estresse bom mantém o indivíduo motivado, inspirado e produtivo, enquanto o distress, em inglês, ou estresse prejudicial pode levar o indivíduo a adoecer. Não se deve acabar totalmente com o estresse porque isso exporia o ser humano a inúmeros riscos, mas desenvolver habilidades para responder adequadamente a ele que sendo percebido como um desafio pode despertar o que há de melhor no ser humano.
Em linhas gerais, todo o engenheiro de produção e de segurança do trabalho deverá possuir a habilidade de gerir situações de stress ocupacional, visando o bom andamento das operações de produção e sob a óptica da saúde mental do trabalhador.

A Engenharia de Métodos e Processos Produtivos - Parte 3

Depois de termos o entendimento inicial sobre a engenharia de métodos e processos produtivos, definem-se 2(dois) paradigmas de produção, conforme quadro abaixo:

1. Produção em Massa:

- Produtos intensivos em M.O.D. não especializada;
- Alto volume de produção;
- Pouca variedade de produtos;
- Tempo maior de permanência no mercado;
- Menor exigência dos consumidores.

2. Produção "Enxuta":

- Produtos com uso intensivo de automação e M.O.I. especializada;
- Alto volume de customização;
- Alta variedade;
- Tempo curto de permanência no mercado;
- Consumidores cada vez mais exigentes.

Para aplicar qualquer uma das 2(duas) formas de produção, se faz necessárias mudanças nos projetos de postos de trabalho, conforme quadro abaixo:


Não é visto mais como uma tarefa restrita ao método de trabalho e sim como parte de um problema maior de obtenção de um desempenho superior do processo produtivo como um todo e intimamente relacionado com o projeto do produto e da fábrica.
Não é mais uma atribuição única e exclusiva de um dos departamentos especializados de tempos e métodos. Tratam-se de técnicas à disposição da equipe ou time que cuida daquele trabalho do processo ou da célula de trabalho.
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